
Culpar esse ser em formação, ainda confuso na construção dos seus conceitos, consiste num paradoxo, uma vez que, a família, a polícia, a escola, a justiça e outros, deixaram de ser referencias. Em virtude da morte do Pai social essas instituições não parecem autorizadas a exigir do jovem um comportamento saudável, politicamente correto, quando já não apresenta as condições mínimas, pelo menos no contexto brasileiro, de segurança, consistência dos valores morais e éticos. Na realidade, uma sociedade tóxica, na qual tem no seu entorno cotidianas violências urbanas reais e simbólicas. Assim, o adolescente com condição emocional instável e/ou psicológica conturbada vê-se impulsionado a buscar algum “refúgio” nas drogas e/ou violência. Porque a sociedade, tal qual como ele que se sente “perdido”, não oferece parâmetros de confiança e estabilidade nesta suposta ordem e progresso.
Artigo escrito por Valdeci Gonçalves da Silva, Psicólogo. Professor Titular de Psicologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Especialista em Metodologia do Ensino de 3o grau. Mestre em Sociologia da Sexualidade. 2008
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