Nem deu tempo de desfazer as malas do Congresso Nacional e os voluntários da EPB Curitiba já estão envolvidos com os preparativos para o Seminário Regional.
O encontro é aberto a toda comunidade e conta com dois palestrantes.
Anote aí:
Dia 16 de setembro, às 20h.
Grupo Educacional Uninter – Campus Divina Providência
Rua do Rosário, 147 – Próximo ao Largo da Ordem – Centro Velho
Informações:
41-9208.4817 – 9988.7901 – 3016.4622
escoladepaisctb@gmail.com
Siga-nos no twitter: @escoladepaisctb
A Escola de Pais do Brasil é uma entidade da sociedade civil, sem fins econômicos, formada por voluntários, sem ligação com partidos políticos ou credos religiosos. A Seccional da cidade de Curitiba - PR foi fundada em 21 de Março de 1964. Missão: Ajudar pais, futuros pais e agentes educadores a formar verdadeiros cidadãos. Visite nossa Página no Facebook: Escola de Pais Curitiba
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Voluntários da EPB Curitiba participam do Congresso Nacional
Neste ano, a Escola de Pais do Brasil realizou o 48º Congresso Nacional.O encontro foi promovido entre os dia 23 e 25 de junho, em São Paulo e reuniu cerca de 500 participantes vindos de todo o país.
As palestras e atividades trataram do tema: "A família administrando seus desafios".
Durante todo o ano, os voluntários de Curitiba vão troar experiências do encontro nacional.
Você e sua família também podem ser beneficiados com o trabalho gratuito da Escola de Pais de Curitiba. Mande um e-mail para escoladepaisctb@gmail.com e peça mais informações sobre nossas atividades.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Elogie do jeito certo
Marcos Méier
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança. O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si. Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa. A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado. Nossos filhos precisam ouvir frases.
Como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu video game foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real. Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil. Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
Marcos Méier é psicólogo e mestre em educação.
Publicação sugerida pela voluntária Marlene de Fátima Merege Pereira.
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança. O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si. Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa. A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado. Nossos filhos precisam ouvir frases.
Como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu video game foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real. Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil. Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
Marcos Méier é psicólogo e mestre em educação.
Publicação sugerida pela voluntária Marlene de Fátima Merege Pereira.
quarta-feira, 23 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Excesso de proteção faz mal ao seu filho

Boa parte das crianças e adolescentes brasileiros vive como dentro de uma
bolha, protegida dos aspectos mais triviais da realidade. É preciso dar-lhes
autonomia, porque o maior risco é criar uma geração despreparada para a
existência.
Os pais super-protetores podem ser tão prejudiciais para a formação emocional
de seus filhos, quanto os pais negligentes. Há um limite entre a preocupação
aceitável e a excessiva, que pode fazer mais mal do que bem a uma criança
ou adolescente. Os pais superprotetores valem-se de recursos tecnológicos,
como o celular que permite monitorar as andanças da moçada e da nova
dinâmica familiar, mas também os pais acabam abandonando a parte mais
difícil da paternidade, que é deixá-los seguir em frente. Pais que adotam
para si e para seus filhos esse tipo de estratégia ignoram uma peça-chave do
desenvolvimento humano: a autonomia. É aquela capacidade – e sensação
poderosa – de fazer escolhas. E também de aceitar seus próprios limites e
reconhecer que, não raro, as escolhas podem estar erradas.
Num artigo recente, o psiquiatra americano Michael Jellinek, professor de
Harvard e chefe da psiquiatria infantil do hospital Geral de Massachussetts,
escreveu que no momento em que um bebê nasce, até a hora em que ele entra
na faculdade ou sai de casa, a questão central de sua existência é conquistar
independência. Tirar isso de um filho pode ser uma viagem sem volta. “Vemos
o tempo todo exemplos de crianças que finalmente quebram a bolha em que
vivem e se transformam em adolescentes rebeldes além do aceitável, um atalho
para que se tornem adultos frustrados”.
Em geral, os pais superprotetores são inseguros e ansiosos. Temem que seus
filhos deixem de amá-los, esforçam-se para não fracassar em sua educação,
e têm pavor de ser julgados por parentes e amigos. Para eles, se o filho tira
uma nota que os desaponta, vão direto à escola e exigem que ela seja mudada.
Quando ele esquece um livro ou uma apostila em casa, correm para levá-lo
à escola. Dessa forma, não permitem que ele sinta o constrangimento que
serviria de alerta para que se lembrasse de tomar conta de sua vida.
Atualmente, a escola é o único espaço em que boa parte das crianças e
adolescentes tem, de fato, de assumir responsabilidades. Ao passarem pelos
portões escolares, deixam o posto de príncipe ou princesinha da família para
se tornarem um entre tantos outros alunos. É um dos grandes pesadelos dos
pais super-protetores: a exemplo do que ocorre na vida doméstica, eles exigem
tratamento individualizado na escola. Sua interferência na rotina pedagógica é
uma realidade constante.
Como efeito colateral da superproteção, os especialistas começam a notar um
aumento no número de crianças ansiosas e inseguras. Não é difícil identificar
uma delas em sala de aula: é a que pede atenção e aprovação para cada
tarefa que realiza. Consulta os professores com muita frequência. Tamanha
dependência está na raiz da baixa autoestima. O problema é tão presente
nas escolas que, em algumas delas, são feitas atividades para estimular a
autonomia desde pequenos.
As crianças superprotegidas acham que os outros resolverão todos os seus
problemas. Por isso, o risco de se tornarem compulsivas ou entrarem no
universo das drogas é maior.
Outro estudo mostra que a falta de obrigações dentro de casa tem criado uma
geração pouco preocupada com o próximo. E o pior: os pais estão relutando
como nunca em pedir ajuda doméstica aos filhos. Não há nada de errado
em distribuir tarefas: é bom para a autodisciplina e para ajudar a construir a
autoconfiança.
Eliminar do desenvolvimento infantil todo desconforto, as decepções e até
mesmo a brincadeira espontânea (aquela em que não há a interferência do
adulto) – e ainda por cima pressionar as crianças com a exigência de sucesso
total – é um erro de rumo gravíssimo. Sem enfrentarem desafios próprios
nem se confrontarem com limites, as crianças tornam-se adultos incapazes de
superar as vicissitudes.
As consequências da infância e adolescência superprotegidas já são
mensuráveis: os jovens atualmente levam mais tempo para sair de casa,
começar a trabalhar e formar uma família. Quando chegam ao mercado
profissional, não conseguem lidar com as exigências reais. Frequentemente se
sentem injustiçados e incompreendidos. E frustram-se com facilidade.
A criança superprotegida tende a ser: medrosa, manhosa, insegura,
dependente e impaciente. E pode se tornar um adulto: egoísta, individualista,
com dificuldades de relacionamento e de fazer escolhas.
Em resumo, se você quiser ter um filho com possibilidade de ser feliz (nunca
há garantias), proporcione a ele a liberdade possível em cada etapa de sua
vida. E lembre-se do que disse o escritor francês Honoré de Balzac (1799 –
1850): “Chega um momento na vida íntima das famílias no qual os filhos se
tornam, voluntária ou involuntariamente, juízes de seus pais”. Para ter um
julgamento razoavelmente justo, não seja negligente – mas também não seja
super-protetor.
_______________
Sinopse do texto extraído da Revista Veja. 14 de abril de 2010.
Sugestão de Publicação de Milton Malanski, voluntário da EPB e Presidente da Seccional de Curitiba.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Um recadinho especial
Voltamos à ação
Depois de um período de recesso de final de ano, a Escola de Pais - Seccional de Curitiba retornou às atividades regulares para o ano de 2011.
A primeira reunião foi realizada na última quarta-feira, dia 16 de fevereiro de 2011. Entre nossos voluntários, novos integrantes.
Já estamos programando os ciclos de debates para o ano de 2011.
O próximo pode ser na sua comunidade. Não esqueça que a EPB atende a comunidades religiosas, igrejas, escolas e associações de moradores.
Então, não perca tempo! Ligue para nós e agende gratuitamente uma visita:
(41) 9988-7901 (Milton)
A primeira reunião foi realizada na última quarta-feira, dia 16 de fevereiro de 2011. Entre nossos voluntários, novos integrantes.
Já estamos programando os ciclos de debates para o ano de 2011.
O próximo pode ser na sua comunidade. Não esqueça que a EPB atende a comunidades religiosas, igrejas, escolas e associações de moradores.
Então, não perca tempo! Ligue para nós e agende gratuitamente uma visita:
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